Vice-presidente critica funcionamento do Conselho Municipal da Juventude na tribuna popular da Câmara Municipal

Lucas Sampaio Santos, vice-presidente do Conselho Municipal da Juventude, utilizou a tribuna popular da Câmara Municipal na última terça-feira (19) para criticar o funcionamento do órgão e a administração do prefeito Jaoquim Neto.

O conselho foi criado pela lei complementar 152/2022 e logo depois sua composição foi alterada por meio da lei 156/2022 com a supressão de diversas representações.

O vice-presidente criticou as alterações propostas pela administração municipal. “A gente tinha, por exemplo, cadeiras de representatividade do conselho de pessoas com deficiência, do movimento negro, do movimento da população e da comunidade LGBT que foram todas suprimidas e colocadas em uma única cadeira. Então, houve essa supressão das pessoas, da população para uma única representação tida como de diversidade social. Não bastasse isso, a retirada que tira a devida representatividade de diversos segmentos sociais ainda há um outro problema. Que é em relação à maneira como o governo indicou os seus representantes que fazem parte do nosso conselho. Sem atentar ainda à preferência de idade entre 15 e 29 anos de modo que acaba sendo possível que aqueles que foram indicados para o conselho para representar o governo não tenham tanto interesse pela pauta da juventude como se fossem jovens. E é sobre isso. É sobre representatividade. Não é etarismo” afirmou Lucas.

Negando ser etarista, o vice-presidente do Conselho Municipal da Juventude reforçou a crítica às indicações pelo governo de pessoas com idades acima de 29 anos para compor o órgão, que, segundo o Estatuto da Juventude, não são considerados jovens. “A gente não é etarista quando questiona isso e a juventude não pode permitir que o seu espaço seja tomado e que a sua representatividade ocupada por aqueles que não são jovens ”, pontuou.

As constantes ausências de grande parte dos representantes governamentais nas reuniões do Conselho Municipal da Juventude também foram criticadas por Lucas Sampaio Santos. “Ao longo de 2023, após a nomeação dos conselheiros, foram diversas as reuniões que tinham por objetivo iniciar as discussões acerca da elaboração do regimento interno. Ocorre que em todas essas reuniões não se faziam presentes os representantes do governo. Geralmente, havia presença de um, dois, no máximo três, mas nunca todos estavam lá. As secretarias não estavam sendo representadas em nossas reuniões, o que impediu o estabelecimento do que a gente chama de quantidade mínima de pessoas para que pudessem ser feitas as deliberações”, argumentou.

A vereadora Luma Menezes afirmou que “é a partir dessa inquietação, da não aceitação, que a gente consegue grandes transformações ou pelo menos mexer no jogo e para que as pessoas que fazem parte deste jogo prestem atenção à nossa existência”.

Na sequência, a vereadora Jaldice Nunes disse “estar feliz por ver jovens ocupando espaços, usando a tribuna popular, mas por outro lado triste e indignada com tamanha indiferença e falta de respeito da gestão pública com a juventude de Alagoinhas”.

Em sua fala, a vereadora Juci Cardoso salientou seu apoio e o reconhecimento da importância da representatividade do conselho. “O Conselho da Juventude, assim como todos os outros conselhos construtivos, inclusive os deliberativos, são instrumentos importantes que a Constituição de 1988 criou para garantir a participação popular na administração pública”, salientou.

Ao utilizar o horário da liderança, o vereador Thor de Ninha parabenizou o representante do Conselho Municipal da Juventude e enfatizou a importância da juventude ter seus espaços de decisão, seus espaços de discussão, porque ela é o presente e o futuro de nosso país.

Ascom – Câmara Municipal de Alagoinhas
Foto – Jhô Paz

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