Na sessão desta quinta-feira (4), o vereador Luciano Almeida anunciou a realização de investigação sobre supostas irregularidades no programa “Minha Casa Minha Vida Entidades” e denunciou estar sendo vítima de ataques apócrifos nas redes sociais em retaliação ao trabalho de fiscalização, uma das principais atribuições do mandato parlamentar.
O vereador relatou que, após intensificar pedidos de documentos e ofícios a secretarias municipais buscando “clareza e transparência”, passou a ser alvo de textos difamatórios. “Isso não me preocupa. Não é o que falam de mim que define a minha história, e sim o meu trabalho”, afirmou. Ele salientou que tem 51 anos, iniciou na vida pública aos 16, ocupou cargos no estado e no município sem “nenhuma mancha no currículo”, citando sua passagem como subsecretário de Serviços Públicos na gestão de Harnoldo Azi, quando a limpeza urbana atingiu altos índices de aprovação.
“Não tenho um parente empregado em nenhum órgão público, moro no mesmo lugar e tenho as mãos limpas”, pontuou. Sobre as denúncias que apura, foi enfático quanto ao destino: “O que for recurso federal, irei encaminhar para o Ministério Público Federal (MPF) e a PGR. O que for estadual e municipal, para o Tribunal de Contas (TCE) e Ministério Público”. Luciano criticou os autores anônimos: “Quem se esconde atrás de pseudônimos não tem coragem de botar o seu CNPJ e a sua rubrica como eu faço. Não vou bater tambor para maluco dançar”, afirmou.
A vereadora Juci Cardoso prestou solidariedade ao parlamentar, contextualizando o ataque em um cenário maior de violência política. “Agressores visitam a casa e é por homens que apoiam seus agressores que a escalada de feminicídio está do jeito que está”, pontuou. Juci defendeu que a Casa não pode “naturalizar ataques de textos anônimos” e comparou a prerrogativa dos vereadores à dos deputados, que prestam contas de suas emendas.
“A democracia permite a discordância, mas exige respeito ao devido processo legal. A fake news tem o objetivo de desqualificar a honra. Querem contrapor? Façam no campo das ideias. Se ultrapassar os limites, a Justiça vai definir”, disse Juci, comprometendo-se a defender a legalidade e a Constituição ao lado do colega, lembrando também da estrutura social brasileira baseada na exclusão.
A parlamentar expandiu a crítica para o comportamento masculino na política: “É por conta dos homens que dão risada, que apoiam seus agressores, que a escalada de feminicídio está do jeito que está”. Ela cobrou o restabelecimento da “boa política” e defendeu a legitimidade das ações de Luciano.

A vereadora Luma Menezes reforçou que a internet “não é terra sem lei”. Ao analisar o texto contra Luciano, ela ironizou a falta de consistência do ataque: “O próprio texto diz que não existem processos abertos. Quem escreveu não soube nem escrever, nem fundamentar”, argumentou.
Para Luma, os ataques são um sinal positivo de eficiência do mandato. “Se está incomodando, é ótimo que incomode. Quem está sendo incomodado, precisa ser. Conte conosco. E quem quiser falar mentiras, que fale sozinho, que fale com as paredes”, disparou a vereadora.

O vereador Thor de Ninha classificou as fake news como arma de “covardes”. Ele ressaltou a qualidade técnica de Luciano Almeida, independentemente de divergências ideológicas. “Posso discordar da forma ou do que Vossa Excelência diz, mas é um vereador de muita qualidade, que faz oposição com seriedade, bota o dedo na ferida e assina tudo aquilo que faz. Texto apócrifo para a gente não tem valor algum”, concluiu Thor.

Para assistir a sessão na íntegra, clique no link: TV Câmara Alagoinhas
Ascom – Câmara Municipal de Alagoinhas
Fotos – Jhô Paz