Vereadores denunciam crise na segurança pública e colapso do Planserv

Em pronunciamentos na sessão desta quinta-feira (5), os vereadores Darlan Lucena e Jaldice Nunes fizeram duras críticas ao governo do estado, denunciando a escalada da violência, a precariedade da segurança pública e o grave comprometimento da assistência à saúde dos servidores estaduais por meio do Planserv.

Ao tratar da violência, Darlan Lucena lamentou o assassinato de duas senhoras no bairro de Cajazeiras, em Salvador, e afirmou que a Bahia vive um cenário insustentável na área da segurança pública. Segundo ele, o governador Jerônimo Rodrigues demonstra incapacidade de enfrentar o problema.
“A população não aguenta mais. A Bahia lidera indicadores negativos, como a pior segurança pública e uma realidade cruel que já ficou conhecida como ‘fila da morte’”, afirmou.

Darlan também criticou o aumento expressivo da contribuição do Planserv, que chegou a dobrar para muitos servidores, sem que as contrapartidas prometidas pelo governo fossem efetivamente cumpridas. Entre os compromissos não atendidos, o vereador destacou a falta de aporte financeiro do Estado, a defasagem da tabela de remuneração médica e a ausência de novas clínicas e hospitais credenciados, especialmente no interior.

“O Planserv funciona em Salvador, mas em Alagoinhas não há oferta suficiente. Os servidores estão pagando mais caro e recebendo menos. Isso é inadmissível”, declarou. O parlamentar informou ainda que está buscando uma agenda com o secretário de Administração do Estado para mediar uma solução junto à superintendência do plano.

A vereadora Jaldice Nunes reforçou as críticas e relatou as dificuldades enfrentadas por servidores aposentados e seus familiares para obter atendimento médico. Ao citar o caso de sua tia, Robélia Lima, servidora pública e fundadora do grupo de idosos do Centro Social Urbano, Jaldice destacou o sofrimento causado pela limitação da rede credenciada do Planserv.

“Hospitais tradicionais deixaram de atender. Criaram um hospital próprio do Planserv, mas sem estrutura adequada. Quem dedicou a vida ao serviço público hoje não tem assistência digna quando mais precisa”, afirmou.

Jaldice também associou a crise da saúde à insegurança pública, classificando a situação como insuportável para a população baiana. Para os vereadores, a combinação entre violência crescente e colapso na assistência aos servidores revela um governo distante das necessidades reais da população.

Ambos defenderam a urgência de providências concretas por parte do governo do estado e reforçaram que os dados oficiais demonstram a gravidade do cenário. “Quem faz a máquina pública girar não pode ser abandonado”, concluiu Darlan.

Para assistir a sessão na íntegra, clique no link: TV Câmara Alagoinhas

Ascom – Câmara Municipal de Alagoinhas

Fotos – Jhô Paz

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