Em discurso na sessão desta terça-feira (14), a vereadora Juci Cardoso cobrou a votação pelo Legislativo de vetos do Executivo e a regulamentação de leis que garantam a valorização da economia criativa.
A parlamentar iniciou sua fala prestando condolências à família Campos, destacando a postura de paz e acolhimento dos familiares em um momento de dor. Juci contrastou a postura da família com o atual cenário de ódio nas redes sociais. “Em um momento em que a internet prega o ódio, vocês falam em amor e paz. Somente o tempo para ensinar a lidar com a dor da ausência”, pontuou.
No campo legislativo, Juci Cardoso solicitou à presidência da Casa que pautasse o veto referente ao projeto de transformação do Mercado do Artesão em Patrimônio Histórico Municipal. A vereadora defende que o imóvel seja requalificado e rebatizado como Mercado de Cultura e Arte, preservando sua característica histórica contra modificações arbitrárias.
“Não podemos permitir que um bem histórico seja modificado à revelia. Precisamos fazer valer o nosso Centro Histórico, transformando aquele espaço em um centro de memória e tradição”, afirmou.
A parlamentar também cobrou a regulamentação de leis já aprovadas, como a Lei de Valorização dos Artistas da Terra. Juci criticou o modelo de contratação via “atravessadores”, que precariza o cachê dos artistas locais, e defendeu a contratação direta.
Além disso, reforçou a urgência da regulamentação da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, que aguarda desfecho há seis anos. Para a vereadora, a visão de que o incentivo diminui a arrecadação é limitada. “Pelo contrário, o incentivo impulsiona a economia criativa, estimulando a iniciativa privada a investir no setor cultural em troca de redução na carga tributária, movimentando a economia o ano inteiro”, explicou.
Ao encerrar sua participação, Juci Cardoso falou sobre a violência política de gênero e a perseguição contra mandatos femininos. A vereadora destacou que vozes de mulheres ainda sofrem tentativas de controle e questionamentos constantes sobre sua autonomia de fala e ação.
“Todos acham que podem dar ‘pitaco’ no que a mulher pode falar ou filmar. Espero que a próxima geração discuta outras questões, e não o direito legítimo de ser uma representação eleita pela Constituição de 1988, com autonomia e sem ser impedida de trabalhar por perseguições”, finalizou.
Para assistir a sessão na íntegra, clique abaixo:
Ascom – Câmara Municipal de Alagoinhas
Fotos – Jhô Paz