Vereadores cobram ações contra arboviroses e denunciam problemas na saúde em comunidades de Alagoinhas

Na sessão realizada na terça-feira (28), vereadores da Câmara Municipal de Alagoinhas alertaram para o avanço das arboviroses no município e cobraram ações mais efetivas do poder público, além de denunciarem problemas estruturais na rede de saúde.

A vereadora Jaldice Nunes relatou visita à comunidade do Miguel Velho, onde encontrou condições precárias no funcionamento do posto de saúde, incluindo lixo hospitalar acumulado e suspensão de atendimentos. “É muito triste ver uma unidade funcionando em condições tão inadequadas, com lixo hospitalar acumulado e estrutura comprometida. Isso é um problema sério de saúde pública que precisa de resposta imediata”, afirmou.

Na sequência, o vereador José Edésio destacou a gravidade da situação das arboviroses no município e defendeu a ampliação do número de agentes de endemias como medida emergencial. “Estamos diante de uma crise que tem levado pessoas aos hospitais e afastado trabalhadores. É preciso buscar alternativas urgentes, inclusive com reforço temporário no efetivo, para minimizar esse cenário”, afirmou.

O vereador Thor de Ninha ressaltou que já há articulação entre município e Estado para intensificar as ações de combate, com a formação de uma força-tarefa. “Há um movimento sendo construído com reforço das equipes e ações educativas. Mas é fundamental que a população também faça sua parte, eliminando focos e colaborando com o trabalho”, destacou.

Em seguida, a vereadora Juci Cardoso chamou atenção para a importância da prevenção e criticou a ideia de que o uso do fumacê seja solução suficiente para o problema. “O fumacê não resolve o problema. Ele atinge apenas o mosquito adulto. A prevenção é o caminho, e isso depende da responsabilidade de cada cidadão em evitar criadouros”, afirmou.

Por fim, o vereador Cláudio Abiúde acrescentou que, em verificações anteriores, foi constatado que a piscina do antigo Clube Acra não apresentava risco de proliferação do mosquito, devido à presença de girinos que se alimentam das larvas.

“No caso do Clube Acra, foi verificado que não havia risco naquele espaço, justamente pela presença de girinos que ajudam a controlar as larvas. Ainda assim, o combate precisa ser contínuo e com participação de todos”, concluiu.

Para assistir a sessão na íntegra, clique abaixo:

Ascom – Câmara Municipal de Alagoinhas

Fotos – Jhô Paz

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