Vereadora Juci Cardoso alerta para crise de saúde mental nas escolas, cobra políticas públicas e reforça combate ao racismo estrutural

A vereadora Juci Cardoso fez um pronunciamento marcado pela defesa da saúde mental, pela valorização dos profissionais da educação e pelo enfrentamento ao racismo estrutural na sessão desta quinta-feira (7). A parlamentar relacionou acontecimentos nacionais e locais para alertar sobre o adoecimento da sociedade e defender políticas públicas mais efetivas nas áreas de educação, assistência social e proteção da população negra.

Juci Cardoso lamentou o caso do adolescente que invadiu uma escola e matou duas profissionais da educação, afirmando que episódios dessa natureza evidenciam a urgência do debate sobre saúde mental nas escolas. A vereadora destacou que o tema vem sendo discutido de forma recorrente por ela e pela vereadora Luma Menezes, especialmente diante do crescente adoecimento emocional de estudantes e trabalhadores da educação.

A parlamentar também chamou atenção para os impactos do bullying, defendendo que a sociedade precisa discutir não apenas os jovens que sofrem violência, mas também aqueles que a praticam. Segundo ela, as escolas não podem continuar assumindo sozinhas responsabilidades que também pertencem às famílias e ao poder público.

Ela defendeu a ampliação de políticas públicas voltadas à saúde mental e cobrou o cumprimento da legislação que prevê a presença de psicólogos e assistentes sociais nas escolas públicas. A vereadora destacou ainda o desgaste enfrentado diariamente pelos profissionais da educação, que convivem com conflitos, desrespeito e dificuldades crescentes dentro das salas de aula.

Na parte final do pronunciamento, a parlamentar reforçou a necessidade permanente de combate ao racismo estrutural ao comentar o caso de uma jovem negra de 19 anos que foi espancada e torturada após ser acusada, sem provas, de roubo. Para Juci, o episódio revela desigualdades históricas ainda presentes na sociedade brasileira e não pode ser tratado com indiferença ou minimização.

Ao se aproximar o 13 de maio, data da abolição da escravidão, a vereadora defendeu que o país ainda convive com profundas desigualdades raciais e afirmou que a Câmara Municipal deve manter uma postura firme em defesa de práticas antirracistas e de enfrentamento às desigualdades sociais.

Para assistir a sessão na íntegra, clique abaixo:

Ascom – Câmara Municipal de Alagoinhas

Foto – Jhô Paz

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