Na sessão realizada na quinta-feira (20), o vereador José Edésio esclareceu a participação de parlamentares nas discussões relacionadas à instituição do dia 13 de agosto em homenagem a Santa Dulce dos Pobres. Ele também comentou o cenário da gestão municipal e defendeu a união para a correção de problemas identificados no governo.
José Edésio afirmou não acreditar que tenha havido intenção do vereador Cláudio Abiúde de deixar outros parlamentares alheios ao processo relacionado à data dedicada a Santa Dulce. Segundo ele, o esclarecimento se tornou necessário após cobranças de moradores e frequentadores da Paróquia Santa Dulce dos Pobres, em Alagoinhas Velha.
Morador do bairro há 25 anos, o vereador relatou sua ligação com a comunidade católica local e destacou as mudanças ocorridas na igreja com a chegada do padre Diego, até sua constituição como paróquia. Edésio também falou sobre sua relação pessoal com Santa Dulce dos Pobres, que remonta à infância.
“Eu tenho uma familiaridade e identidade porque tive a felicidade de conviver com Santa Dulce dos Pobres. Ainda quando menor, fui criado na Igreja do Convento da Sagrada Família, onde foi a minha primeira formação de enfermagem”, relatou.
O parlamentar recordou ainda que, aos nove anos, após sofrer uma lesão, recebia os cuidados de Santa Dulce. Segundo ele, a religiosa o encontrava na porta da capela para realizar os curativos necessários, experiência que reforçou sua identificação pessoal com a homenagem.
Ao tratar especificamente da iniciativa relacionada ao dia 13 de agosto, José Edésio explicou que o assunto foi apresentado pelo padre Diego durante uma missa que contou com a presença de vereadores, do prefeito e de secretários municipais. Conforme relatou, o religioso manifestou o desejo de que a data fosse instituída em homenagem a Santa Dulce dos Pobres.
Após a celebração, de acordo com Edésio, o assunto voltou a ser discutido durante um jantar na casa do padre. O vereador afirmou que conversou sobre a proposta com parlamentares presentes e posteriormente buscou as vereadoras Jaldice Nunes, Luma Menezes e Juci Cardoso para tratar da iniciativa.
“Estou aqui só justificando para a comunidade e os vizinhos de lá da igreja. É uma justificativa para aqueles que acharam que nós, as outras vereadoras e o vereador, ficamos ausentes do processo. Não ficamos”, declarou.
Em aparte, Cláudio Abiúde afirmou que não houve intenção de excluir nenhum parlamentar e explicou que deixou o jantar antes dos demais, razão pela qual não acompanhou toda a discussão realizada naquele momento. Ele também ressaltou que, durante a tramitação da matéria na Câmara, mencionou os vereadores que participaram da iniciativa.
“A má intenção não existiu de forma alguma. O nome do senhor foi dito, sim. Quando se fez a subscrição, eu falei o nome dos quatro vereadores que também fizeram parte do projeto”, afirmou Abiúde.

Após o aparte, José Edésio reforçou que seu objetivo era esclarecer o ocorrido e reafirmar que os demais parlamentares envolvidos permanecem apoiando a causa.
Gestão
Na parte final do pronunciamento, o vereador abordou a gestão municipal. Edésio afirmou perceber um aumento da insatisfação e de manifestações relacionadas ao governo e avaliou que existem questões que precisam ser corrigidas.
O parlamentar defendeu que os integrantes do grupo que participou da construção do atual governo se unam na busca por soluções para as dificuldades identificadas.
“Somos nós que temos de nos unir para tentar corrigir as distorções que têm tido até a presente data”, concluiu.
Para assistir a sessão na íntegra, clique abaixo:
Ascom – Câmara Municipal de Alagoinhas
Fotos – Jhô Paz