Vereadora Juci Cardoso cobra melhorias no Jardim Petrolar e destaca violência contra as mulheres e profissionais da educação

Na sessão desta terça-feira (01) a vereadora Juci Cardoso chamou a atenção para problemas de infraestrutura no Jardim Petrolar, defendeu maior compromisso das candidaturas com políticas voltadas às mulheres e alertou para a necessidade de atenção à saúde mental dos profissionais da educação.

A parlamentar afirmou que as cobranças apresentadas no plenário refletem demandas encaminhadas pela própria população e destacou a situação de vias do Jardim Petrolar que passaram por intervenções da Secretaria de Manutenção.

Segundo Juci Cardoso, buracos foram recortados para a realização de serviços há mais de 20 dias e, em alguns pontos, há cerca de um mês, sem que a intervenção tenha sido concluída. A situação, conforme relatou, estaria contribuindo para a ocorrência de acidentes, principalmente envolvendo motociclistas.

“É preciso garantir a requalificação das vias, mas com um planejamento que não torne a vida do cidadão ainda mais difícil”, afirmou, defendendo uma melhor programação das intervenções realizadas pelo poder público.

Violência

Na sequência, a vereadora dedicou parte do pronunciamento à participação das mulheres na política e ao enfrentamento à violência de gênero. Ela lembrou que as mulheres representam 51% do eleitorado e defendeu que candidatos apresentem propostas e estratégias efetivas para enfrentar as diferentes formas de violação de direitos, especialmente a violência e o feminicídio.

Juci Cardoso também criticou a utilização da imagem feminina de maneira que considera inadequada em atos de campanha. Ao mencionar episódio ocorrido em atividade política ligada à campanha de ACM Neto a parlamentar questionou a exposição de mulheres seminuas e com os corpos pintados durante uma carreata.

Para a vereadora, episódios dessa natureza não podem ser tratados apenas como elementos circunstanciais de uma campanha, pois também carregam significados sobre a maneira como as mulheres são representadas no espaço público. “Como é que uma candidatura acha isso normal?”, questionou.

A parlamentar relacionou a discussão ao quadro de violência contra as mulheres no país e afirmou que o tema precisa ocupar espaço efetivo nas campanhas eleitorais e no debate político. Segundo ela, não basta construir discursos de enfrentamento à violência se as práticas adotadas não forem coerentes com essa posição.

Outro ponto abordado foi a violência no ambiente escolar. Juci Cardoso voltou a defender a construção de uma política municipal de atenção à saúde dos profissionais da educação e mencionou um episódio de agressão contra um professor, que teria sido atingido por nove facadas enquanto escrevia no quadro.

Para a vereadora, a crescente ocorrência de episódios de violência nas escolas reforça a necessidade de discutir não apenas a segurança, mas também a saúde mental e as condições de trabalho de professores e demais profissionais da educação.

“A sociedade cobra a seriedade dessa Casa. E está correta em cobrar, porque é nosso compromisso, é nossa responsabilidade discutir e dialogar sobre os problemas da população”, declarou.

Ao mencionar o início da campanha Setembro Amarelo, dedicada à prevenção do suicídio e à conscientização sobre saúde mental, a vereadora afirmou que as condições de convivência no plenário também precisam ser observadas. Segundo ela, dificuldades para realizar pronunciamentos têm sido relatadas por outros integrantes da Câmara, especialmente pelas vereadoras.

“Essa Casa deveria ser a Casa que discute de forma séria os problemas da população. E a gente não consegue sequer falar”, criticou.

No encerramento, Juci Cardoso retomou o debate sobre a violência contra as mulheres e utilizou uma comparação para dimensionar a gravidade dos números registrados no país. Segundo a parlamentar, a quantidade de mulheres mortas no primeiro semestre corresponderia, em sua comparação, às vítimas de três aeronaves com 324 pessoas cada.

Para Juci, a naturalização desses números demonstra a necessidade de ampliar a atenção das mulheres para a política, avaliar o compromisso efetivo das candidaturas com seus direitos e fortalecer a representatividade feminina nos espaços de decisão.

“As mulheres precisam estar mais atentas à política, a quem de fato é aliado, e pensar em representatividade e ampliação dos espaços”, concluiu.

Para assistir a sessão na íntegra, clique abaixo:

Ascom – Câmara Municipal de Alagoinhas

Fotos – Jhô Paz

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