A mobilização nacional pelo fim da escala de trabalho 6×1 foi destacada pelos vereadores Juci Cardoso e Thor de Ninha na sessão desta quinta-feira (15).
Os parlamentares comemoraram a aprovação da proposta no Senado e ressaltaram a importância da pressão popular para a conquista de direitos trabalhistas.
No Pequeno Expediente, a vereadora Juci Cardoso classificou a votação como uma vitória da classe trabalhadora, resultado da mobilização popular em defesa da redução da jornada de trabalho. Segundo ela, a pressão exercida pelos trabalhadores foi decisiva para conquistar o apoio de parlamentares que tradicionalmente resistiam à proposta.
Juci Cardoso afirmou que parte da classe política ainda acredita que a população pode ser facilmente manipulada, mas considerou que o resultado da votação demonstra uma mudança de comportamento da sociedade e sua capacidade de influenciar decisões no Congresso Nacional.

Para a vereadora, o apoio de integrantes da bancada conservadora à proposta evidenciou a força da mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros.
Mobilização
No Grande Expediente, o vereador Thor de Ninha comemorou a votação no Senado, atribuindo o resultado à mobilização nacional dos trabalhadores.
O parlamentar criticou a escala 6×1, afirmando que ela compromete a qualidade de vida dos trabalhadores, ao restringir o tempo destinado ao descanso, à convivência familiar e ao lazer.
“Essa vitória é uma vitória da mobilização nacional, de todos os trabalhadores, de todas as trabalhadoras do Brasil, que não aguentam mais só trabalhar e não têm um tempo de descanso para si, um tempo para ficar com a família”, afirmou.
Apesar de comemorar o resultado, Thor de Ninha advertiu que a conquista ainda precisa ser consolidada. Segundo ele, setores políticos que historicamente se posicionaram contra a redução da jornada passaram a apoiar a proposta em razão da proximidade das eleições.
Disputa
Na sequência, Thor de Ninha criticou a utilização da religião como instrumento de mobilização eleitoral.
O vereador afirmou que as tribunas legislativas não devem ser transformadas em púlpitos religiosos, assim como os espaços das igrejas não deveriam funcionar como palanques partidários.
Para fundamentar seu posicionamento, recorreu a passagens bíblicas, começando pela Primeira Epístola a Timóteo, capítulo 2, versículos 1 e 2, que recomenda orações e intercessões por todas as pessoas, inclusive pelas autoridades.

Também mencionou Romanos 13:1, sobre o respeito às autoridades, para defender que as igrejas não estimulem sentimentos de hostilidade contra governantes legitimamente eleitos.
O parlamentar defendeu que os fiéis tenham liberdade para formar suas próprias convicções políticas, sem se submeterem à influência de lideranças religiosas ou partidárias.
“Cada evangélico, cada pessoa tem que tomar a sua decisão”, afirmou, defendendo que essa escolha seja orientada pela consciência e pelo discernimento individual.
Ainda em sua argumentação, citou Mateus 6:24, sobre a impossibilidade de servir a dois senhores.
O vereador também mencionou Mateus 12:34, relacionando as palavras e atitudes dos agentes políticos aos valores que demonstram em suas ações.
Ele criticou a associação entre discursos religiosos e a defesa do armamento, afirmando que a mensagem cristã deve privilegiar a paz, a solidariedade e a palavra bíblica.
Políticas sociais
Na parte final do pronunciamento, Thor de Ninha mencionou o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), os recursos destinados às universidades e os investimentos em cultura, afirmando temer cortes nessas áreas.
Para assistir a sessão na íntegra, clique abaixo:
Ascom – Câmara Municipal de Alagoinhas
Fotos – Jhô Paz