Na sessão realizada ontem (20), o vereador Luciano Almeida manifestou preocupação com a situação da educação municipal e relatou que tem recebido queixas de famílias sobre suspensão de aulas, falta de profissionais e dificuldades para garantir a permanência dos estudantes nas unidades de ensino.
Segundo o parlamentar, a situação afeta especialmente pais e mães que dependem das creches e escolas para manter suas rotinas de trabalho. Ele também chamou atenção para a ausência de profissionais de apoio destinados a crianças com deficiência.
“Tenho recebido queixas de pais e, principalmente, de mães que não conseguem manter um trabalho fixo porque não têm a garantia de que seus filhos irão para a creche ou para a escola e permanecerão lá em tempo integral. Há suspensão de aulas por falta de profissionais, professores e apoio às crianças com deficiência”, afirmou.
Luciano também relatou uma visita realizada com a vereadora Luma Menezes a uma escola do campo, onde, segundo ele, foram verificadas dificuldades relacionadas ao transporte escolar e à aprendizagem dos estudantes. O vereador afirmou que recebeu da direção a informação de que parcela significativa de alunos do quarto ano apresentava dificuldades de leitura e escrita.
“Fomos conversar com a professora e diretora e recebemos a informação de que, em duas turmas do quarto ano, cerca de 50% dos alunos não sabiam ler e escrever. São alunos do quarto ano. É uma situação grave”, declarou.
O parlamentar abordou ainda as condições estruturais das unidades escolares e a situação dos profissionais da educação. Em sua avaliação, problemas relacionados à infraestrutura, à falta de pessoal e aos atrasos de pagamentos acabam comprometendo o funcionamento adequado da rede.
“Temos profissionais desestimulados, efetivos e contratados, além de trabalhadores terceirizados que enfrentam atrasos. Também temos escolas com problemas estruturais. Tudo isso interfere diretamente na qualidade do serviço oferecido”, ressaltou.
Ao concluir, o vereador afirmou que as dificuldades atingem principalmente as famílias em situação de maior vulnerabilidade, que dependem dos serviços públicos para trabalhar e garantir o acesso dos filhos à educação.
“Quem mais sofre é quem precisa dos serviços essenciais, principalmente as famílias em situação de vulnerabilidade, que precisam trabalhar, complementar sua renda e ter a segurança de deixar seus filhos e suas filhas nas escolas”, concluiu.
Para assistir a sessão na íntegra, clique abaixo:
Ascom – Câmara Municipal de Alagoinhas
Fotos – Jhô Paz