Vereador Darlan Lucena cobra melhorias no Planserv, transparência na CNH Social e ações contra a violência na Bahia

Em discurso na sessão ordinária de terça-feira (3), o vereador Darlan Lucena tratou de questões que afetam diretamente a população, com destaque para o atendimento precário do Planserv, a necessidade de transparência no programa CNH Social e a crescente violência no estado da Bahia.

Darlan iniciou sua fala reforçando o compromisso com um debate político baseado em ideias e no bem comum, reconhecendo acertos e erros independentemente de ideologias: “Não é porque meu santo é bom, que o de Thor de Ninha não é. A gente tem que debater política no campo das ideias”, afirmou.

O vereador alertou para o agravamento da situação do Planserv, plano de saúde dos servidores estaduais, que, segundo ele, não está atendendo à demanda dos usuários: “Vez ou outra, preciso pagar uma consulta porque não tem disponível. Você leva seu filho e não tem vaga.”

Darlan ressaltou que mudanças na legislação, aprovadas ainda na gestão do ex-governador Rui Costa, como a criação da taxa de risco e da coparticipação, além da redução da contrapartida do Estado de 4% para 2%, não foram acompanhadas de melhorias no serviço. Ele cobrou uma atuação dos representantes estaduais para buscar soluções junto à direção do Planserv.

Sobre a CNH Social, Darlan reconheceu a boa intenção da iniciativa, mas criticou a falta de clareza e a experiência de edições anteriores do programa, em que as vagas se esgotaram rapidamente sem critérios transparentes. “É um projeto que a gente reconhece a boa vontade do governador Jerônimo, mas tem que haver lisura e transparência para que as instituições voltem a ter credibilidade”, reforçou.

Por fim, o parlamentar abordou a violência crescente no estado, citando o levantamento das 50 cidades mais violentas do mundo, no qual Feira de Santana aparece na 22ª posição, e Salvador também figura com destaque negativo. “Salvador hoje é praticamente uma cidade sem controle. De ponta a ponta, é chacina, é homicídio, invasão de casas”, declarou, pedindo que o governador Jerônimo Rodrigues assuma a responsabilidade e promova ações efetivas: “Já passou da hora de parar de transferir culpa. Tem que sentar e resolver.”

Darlan finalizou seu discurso defendendo que a resposta à violência não se baseie exclusivamente no policiamento, mas também em ações sociais e educativas. Ele citou como exemplo o projeto Amigos do Tênis, que atua com crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, reforçando a importância de políticas públicas que promovam inclusão e prevenção.

Para assistir a sessão na íntegra, clique no link: TV Câmara Alagoinhas

Ascom – Câmara Municipal de Alagoinhas

Foto – Jhô Paz

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