Vereador Luciano Almeida cobra apuração de ocorrências na rede municipal de ensino e critica responsabilização de estagiários

Na sessão desta terça-feira (13), o vereador Luciano Almeida cobrou providências da Secretaria Municipal de Educação diante de denúncias envolvendo estudantes da rede pública. No Pequeno Expediente, o parlamentar questionou a responsabilização de dois estagiários pelo episódio de uma criança que teria sido enviada para casa vestida com uma sacola plástica. No Grande Expediente, abordou divergências políticas no ambiente escolar, avaliou os resultados eleitorais e destacou recursos destinados ao município pelo deputado federal Paulo Azi.

Luciano Almeida afirmou que foi procurado pela mãe da criança durante o período eleitoral e criticou as condições de contratação dos estagiários, que, segundo ele, recebem R$ 350,00 além do vale-transporte, e são colocados para exercer funções de profissionais de apoio sem preparação adequada.

“A escola tem diretor, vice-diretor, coordenador pedagógico, tem professores. Será que ninguém viu essa criança vestida com a sacola plástica?”, questionou.

O vereador defendeu a apuração das responsabilidades de todos os envolvidos, incluindo a direção escolar e a Secretaria de Educação, e criticou o prefeito Gustavo Carmo pela insuficiência de profissionais na rede. Também questionou por que os candidatos de um processo seletivo simplificado não foram convocados para suprir as necessidades das escolas.

O parlamentar retomou a denúncia de uma mãe que teria presenciado uma profissional de apoio tratando seu filho com deficiência de maneira inadequada. Segundo Luciano Almeida, a mulher sofreu pressão psicológica durante uma reunião na Secretaria de Educação, cuja gravação foi encaminhada ao Ministério Público. A sindicância, afirmou, somente teria sido instaurada cerca de sete a oito meses depois, após intervenção do órgão.

Luciano Almeida relembrou o episódio ocorrido em abril, quando uma criança saiu de uma escola no Alagoinhas IV, e questionou a responsabilidade da administração municipal diante das falhas no acompanhamento dos estudantes. Retomando o caso da criança enviada para casa vestida com uma sacola plástica, anunciou que pretende se reunir com as vereadoras Jaldice Nunes e Luma Menezes para acompanhar a mãe ao Ministério Público e cobrar a apuração das responsabilidades.

“Não tem justificativa de querer botar no colo a responsabilidade e querer culpabilizar, penalizar estagiários”, declarou.

Ao concluir o Pequeno Expediente, Luciano Almeida afirmou que a Secretaria de Educação gastou quase R$ 3 milhões com estagiários no primeiro quadrimestre de 2026 e anunciou que buscará os dados do segundo quadrimestre.

Grande Expediente

Ao retornar à tribuna, Luciano Almeida criticou a intolerância política e denunciou um episódio envolvendo seu sobrinho, estudante de uma escola pública de Alagoinhas. Segundo o vereador, um professor de História teria afirmado que benefícios sociais seriam encerrados caso Flávio Bolsonaro vencesse a eleição presidencial.

O parlamentar apresentou uma gravação na qual o professor, durante discussão com o estudante sobre empreendedorismo, teria afirmado que ele somente conseguiria se tornar empresário se ganhasse na Mega-Sena, recebesse uma herança ou se tornasse traficante.

Luciano Almeida considerou a declaração ofensiva e afirmou que procurou a direção da escola e do Núcleo Territorial de Educação, sem obter resposta. Anunciou que pretende encaminhar o caso ao Ministério Público e à Justiça Eleitoral.

“Isso é uma conversa para um professor, que é pago com dinheiro público, numa escola pública, afrontar e tentar coagir um aluno porque pensa diferente do que ele pensa?”, questionou.

O vereador também criticou a utilização de informações falsas nas campanhas eleitorais e defendeu o debate baseado em propostas e realizações. Ao comentar os resultados em Alagoinhas, destacou que seu grupo político, juntamente com a vereadora Jaldice Nunes, alcançou aproximadamente 10 mil votos, apesar de dispor, segundo ele, de estrutura inferior à de outros candidatos.

“Política agora tem que ser feita cara a cara, olho no olho, falando dos problemas, dando vez e voz”, afirmou.

Luciano Almeida também defendeu a atuação do deputado federal Paulo Azi, mencionando R$ 1,1 milhão para melhorias no campo de futebol do Barreiro, R$ 250 mil para o campo de Miguel Velho, R$ 900 mil para cirurgias eletivas, R$ 400 mil para uma unidade de saúde na Conceição e R$ 100 mil para a causa animal. Criticou a falta de execução de algumas dessas iniciativas, que, em sua avaliação, prejudicou o reconhecimento eleitoral do deputado.

Na parte final, o vereador voltou às denúncias envolvendo o atendimento de crianças com deficiência, registrou a presença no plenário da mãe que havia procurado o Ministério Público e reiterou as críticas à Secretaria Municipal de Educação e ao funcionamento da Ânima.

Luciano Almeida encerrou o pronunciamento questionando promessas dos governos estadual e federal, especialmente o anúncio da extensão do VLT até Alagoinhas, e afirmou que continuará cobrando esclarecimentos sobre os compromissos assumidos com a população.

Para assistir a sessão na íntegra, clique abaixo:

Ascom – Câmara Municipal de Alagoinhas

Fotos – Jhô Paz

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