O vereador Luciano Almeida utilizou a tribuna nesta terça-feira (31) para esclarecer seu posicionamento em relação ao Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). O parlamentar rechaçou categoricamente os boatos de que sua atuação visaria a privatização da autarquia, reafirmando que o SAAE é um patrimônio do povo de Alagoinhas e deve ser gerido com responsabilidade pública.
Durante o pronunciamento, o vereador explicou que a proposta de redução da tarifa de esgoto – de 80% para 40% -, apresentada por ele e pela vereadora Luma Menezes, busca justiça social e não o enfraquecimento da autarquia. Luciano argumentou que o real risco ao SAAE não vem de projetos legislativos, mas de gestões sucessivas que retiraram recursos da instituição sem investir na modernização necessária para acompanhar o crescimento desordenado da cidade.
Um dos pontos mais críticos abordados foi o destino de um empréstimo de aproximadamente R$ 30 milhões aprovado pela Casa. Segundo o vereador, R$ 18 milhões deveriam ter sido aplicados em um parque de energia solar na estação da Brasilinha para reduzir custos, mas o montante foi desviado para outras finalidades. Essa falta de investimento tecnológico reflete diretamente na ponta: bairros como Mangalô, Cruzeiro dos Montes, Alto Sagrado Coração de Jesus, Novo Horizonte e Vila São Pedro sofrem com o desabastecimento constante porque as bombas atuais não têm potência para levar água às áreas mais altas.
Luciano Almeida também expôs a ineficiência operacional do serviço, citando a demora de mais de uma semana para o conserto de tubulações estouradas e a falta de hidrômetros no estoque. Ele destacou o impacto financeiro para o cidadão, relatando casos de contas que saltaram de valores populares para cifras de até R$ 800,00 sem que houvesse consumo real ou vazamento interno.
Ao finalizar, o parlamentar lembrou que o SAAE já passou por crises semelhantes e foi recuperado em gestões passadas, como as de João Fiscina e Joseildo Ramos. Para Luciano, o cenário atual é de insolvência, em que a autarquia “parece estar pagando o café da manhã com o dinheiro da janta”, o que coloca em risco inclusive o pagamento dos servidores.
Ele encerrou reforçando que a solução passa pelo fortalecimento da gestão pública e não pela entrega do patrimônio à iniciativa privada.
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Ascom – Câmara Municipal de Alagoinhas
Fotos – Jhô Paz