Vereadora Juci Cardoso defende educação como instrumento de enfrentamento das desigualdades e cobra ampliação de políticas públicas

A vereadora Juci Cardoso defendeu, na sessão desta quinta-feira (6), que os investimentos em educação devem ser compreendidos como estratégia estruturante para reduzir desigualdades sociais, fortalecer a segurança pública e ampliar oportunidades para a população. A parlamentar também cobrou políticas voltadas à saúde mental dos educadores, à inclusão escolar, à valorização dos profissionais da rede e ao fortalecimento da primeira infância.

Ao tratar dos desafios da educação pública, Juci afirmou que a valorização dos trabalhadores da área vai além do reconhecimento do trabalho desenvolvido nas escolas e exige a criação de condições adequadas para o exercício da profissão.

A vereadora defendeu a implantação de equipes multiprofissionais nas unidades de ensino, com psicólogos e assistentes sociais, lembrando que essa reivindicação é debatida desde 2019. Segundo ela, não é mais possível concentrar sobre professores responsabilidades que extrapolam a atividade pedagógica.

Também cobrou a efetivação da Lei da Inclusão, a realização de concurso público para profissionais de apoio, o cumprimento da legislação referente aos auxiliares de classe, o pagamento de direitos trabalhistas e maior atenção à saúde mental dos profissionais da educação.

“Hoje o que a gente vê é o adoecimento dos profissionais da educação. Cada vez mais eles estão se afastando do trabalho por questões de saúde mental decorrentes da sobrecarga que vivem”, afirmou.

Na sequência, Juci estabeleceu uma relação direta entre educação, desigualdade social e segurança pública. A parlamentar argumentou que o enfrentamento da criminalidade exige investimentos permanentes em educação e políticas sociais.

“Para falar sobre segurança pública, a gente precisa começar a falar sobre desigualdades e sobre investimento sério em educação”, declarou.

A vereadora destacou que uma parcela significativa da população de Alagoinhas depende de programas de transferência de renda para garantir condições mínimas de sobrevivência. Segundo levantamento apresentado por ela, mais de 90 mil pessoas dependem exclusivamente desses benefícios e, apenas no primeiro semestre, aproximadamente R$ 150 milhões provenientes do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) foram injetados na economia do município.

Na avaliação da parlamentar, esses recursos não apenas asseguram alimentação e dignidade às famílias, mas também movimentam o comércio local e evitam o agravamento da pobreza.

“Imaginem vocês se essas quase 50 mil famílias não tivessem esses recursos, em uma cidade de apenas 160 mil habitantes. Quebrariam os mercadinhos, quebrariam as farmácias, não haveria dinheiro para ir à feira, não haveria o básico para sobreviver”, afirmou.

Juci defendeu que o combate à violência passa necessariamente pelo enfrentamento das vulnerabilidades sociais e advertiu que não se deve atribuir a responsabilidade exclusivamente a um governo ou a um ente federativo.

Segundo ela, políticas voltadas à primeira infância, ampliação da oferta de vagas em creches, cultura, esporte, saúde, qualificação profissional e inclusão social precisam ocupar posição central nas agendas públicas.

A parlamentar ressaltou ainda que vulnerabilidade social não significa, necessariamente, envolvimento com a criminalidade, mas argumentou que cabe ao poder público criar oportunidades concretas para a população.

“Precisamos pensar, prioritariamente, em como garantir oportunidades e saídas para essa população, com políticas de qualificação profissional, políticas para a primeira infância e políticas públicas que façam da inclusão uma prioridade de verdade, e não apenas um discurso ou uma narrativa utilizada em períodos eleitorais”, concluiu.

Para assistir a sessão na íntegra, clique abaixo:

Ascom – Câmara Municipal de Alagoinhas

Fotos – Jhô Paz

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