Vereadora Juci Cardoso propõe rede de solidariedade para vítima de tentativa de feminicídio e alerta para crise da dengue

A vereadora Juci Cardoso destacou temas de urgência social e saúde pública na sessão ordinária desta terça-feira (31). Em um discurso pautado pela defesa dos direitos das mulheres e pela experiência técnica na área de endemias, a parlamentar cobrou ações efetivas do Executivo e o engajamento da população.

O pronunciamento foi iniciado com um apelo humanitário em prol de Thayná, jovem alagoinhense vítima de uma brutal tentativa de feminicídio no último dia 20 de março. Thayná, que teve o corpo incendiado pelo companheiro, segue internada em estado grave em Salvador. Juci propôs que a Câmara de Vereadores encabece uma campanha de arrecadação para auxiliar a família no custeio do tratamento e no translado dos familiares, reforçando o compromisso individual de cada parlamentar no apoio às vítimas de violência no município.

Ex-agente de combate às endemias e fundadora do sindicato da categoria (SINDACS), Juci Cardoso demonstrou profunda preocupação com o aumento das notificações de casos de dengue, especialmente no bairro do Jardim  Petrolar. A vereadora salientou que, embora o poder público tenha responsabilidades, a prevenção é um dever coletivo.

“O mosquito não nasce sem larva e não se desenvolve sem ambiente propício. O descarte inadequado de lixo continua sendo um problema que se repete há 20 anos”, pontuou. Ela alertou que qualquer recipiente que acumule água, por menor que seja, pode se tornar um foco mortal.

A parlamentar direcionou críticas à gestão da saúde, solicitando ao secretário Luciano Sérgio a recomposição imediata das equipes de agentes de endemias. Segundo Juci, o quadro atual está defasado, com muitos profissionais afastados por doenças ocupacionais ou aposentados, gerando uma sobrecarga que compromete o serviço.

A vereadora defendeu a realização de concurso público e criticou o deslocamento de agentes para áreas distantes de suas comunidades de origem, o que prejudica o vínculo e a eficiência do trabalho de campo.

Esclarecendo dúvidas da população, Juci explicou que o uso do carro fumacê não é a solução definitiva. “O fumacê representa a falência das ações preventivas. É um veneno que atua apenas no mosquito adulto por cerca de 30 minutos, afetando a fauna, a flora e a saúde de idosos e crianças alérgicas”, explicou, reforçando que o foco deve ser a eliminação de larvas e ovos.

Por fim, a vereadora cobrou o cumprimento da lei de 2012 que obriga a notificação e limpeza de terrenos baldios. Ela denunciou a existência de propriedades, inclusive de pessoas com maior poder econômico, que mantêm piscinas abandonadas e focos de água parada sem qualquer fiscalização efetiva. “A Prefeitura realizou mutirões, mas isso isoladamente não resolve. É preciso firmeza na fiscalização e compromisso de todos os setores para evitar mais mortes em nossa cidade”, concluiu.

Para assistir a sessão na íntegra, clique abaixo:

Ascom – Câmara Municipal de Alagoinhas

Fotos – Jhô Paz

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