Vereadora Luma Menezes defende solução para Fundação Anjo de Quatro Patas e cobra retomada do resgate de animais

A vereadora Luma Menezes defendeu, na sessão ordinária desta quinta-feira (20), uma solução para o imóvel que abrigará a nova sede da Fundação Anjo de Quatro Patas e cobrou a retomada do resgate de animais em situação de rua, suspenso pela administração municipal.

Luma afirmou que já havia abordado as dificuldades enfrentadas pela Fundação, que abriga cerca de 260 animais e, segundo a vereadora, encontra-se diante de uma iminente ordem de despejo. A parlamentar afirmou que existe determinação judicial para que seja providenciado um espaço destinado à entidade e vinha cobrando providências do poder público municipal.

A vereadora informou que foi publicado no Diário Oficial um chamamento destinado a proprietários de imóveis localizados na zona rural que tenham interesse em disponibilizar uma área para instalação da Fundação.

Para Luma, a medida representa um avanço diante das cobranças realizadas nas últimas semanas. Ela ressaltou a participação da sociedade, da imprensa e das emissoras de rádio na repercussão da situação enfrentada pela entidade.

“Finalmente, depois de muita pressão, cobrança popular e veiculação dessa informação, principalmente na imprensa e nas rádios da cidade, a prefeitura se posicionou e publicou no Diário Oficial um chamamento”, afirmou.

A vereadora ponderou, entretanto, que a publicação não encerra o problema. Após a manifestação dos interessados, será necessário verificar se os imóveis apresentados atendem aos requisitos exigidos para o funcionamento da Fundação.

Apesar de considerar a iniciativa motivo de esperança para a definição de uma nova sede, Luma chamou atenção para outro problema relacionado à política de proteção animal no município: a informação de que a Guarda Ambiental não estaria mais realizando o resgate de animais encontrados nas ruas.

Segundo a parlamentar, a suspensão é preocupante porque o município não dispõe, atualmente, de outra equipe que possa assumir o atendimento de animais vítimas de atropelamentos, maus-tratos ou outras situações que exijam resgate.

“Quem fazia esse resgate, levava para a Fundação Anjo de Quatro Patas, era a Guarda Ambiental, que cumpria essa função. E hoje nós recebemos a notícia de que o resgate foi suspenso e não há nenhum tipo de previsão para retorno”, declarou.

Luma informou que pretende entrar em contato com o novo comandante da Guarda para obter esclarecimentos sobre a situação e conhecer as estratégias previstas para garantir a continuidade do serviço.

A vereadora ressaltou que a própria Fundação possui limitações para assumir essa responsabilidade, uma vez que não dispõe de veículo para realizar os resgates e já concentra seus esforços no acolhimento dos animais sob seus cuidados.

Segundo Luma, a situação evidencia a necessidade de estruturação de uma rede municipal capaz de integrar resgate, acolhimento e proteção animal. “A gente vê avançar por um lado, mas vê que, por outro, as coisas estão desandando  e desorganizando”, afirmou.

Ao concluir o pronunciamento, Luma questionou como a política de proteção poderá funcionar adequadamente sem uma estrutura responsável pelo recolhimento dos animais em situação de vulnerabilidade.

“Sem resgate, como é que a Fundação vai conseguir cumprir a sua função e como é que esses animais vão ter algum tipo de destino e esperança de mudança para a sua realidade?”, finalizou.

Para assistir a sessão na íntegra, clique abaixo:

Ascom – Câmara Municipal de Alagoinhas

Fotos – Jhô Paz

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