Vereadora Luma Menezes desmente boatos sobre apoio à privatização do SAAE e cobra eficiência na gestão da autarquia

Em pronunciamento na sessão desta terça-feira (31), a vereadora Luma Menezes desmentiu os boatos que indicariam (falsamente) um posicionamento favorável à privatização do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). A parlamentar classificou as ilações como “surpreendentes” e reafirmou que sua atuação é pautada na defesa da autarquia, condicionada, porém, a uma prestação de serviço eficiente e transparente.

Ao abordar o tema, Luma destacou que a defesa do modelo público não é apenas uma questão ideológica, mas baseada em evidências globais. “Existem países e estados brasileiros que privatizaram o serviço de água e saneamento e hoje estão voltando atrás devido à ineficiência. Defender algo diferente do caráter público seria caminhar no sentido do retrocesso”, afirmou a vereadora.

Para a parlamentar, o foco do debate não deve ser a venda do patrimônio municipal, mas sim o enfrentamento ao sucateamento histórico da autarquia. Ela questionou a tentativa de silenciar críticas à gestão atual sob o falso pretexto de que “quem cobra eficiência defende a privatização”.

“Quer dizer que não podemos questionar as dívidas, as falhas no acesso ao serviço ou cobrar soluções de quem gere o SAAE hoje? Isso é defender privatização ou é confrontar quem não quer ser confrontado?”, indagou.

Um dos pontos altos do discurso foi a crítica à ausência do diretor do SAAE na última audiência pública (dia 27), mesmo após confirmação oficial por ofício no dia 4 de março. Para a vereadora, a falta de comparecimento sinaliza uma indisposição ao diálogo e ao enfrentamento dos problemas reais enfrentados pela população, como tarifas elevadas e desabastecimento.

“Quem ocupa um cargo público precisa entender que a posição envolve ônus e bônus. É preciso ter coragem para ouvir críticas e estar disponível para o questionamento da população. Se não há essa disposição, talvez não se devesse ocupar esse espaço”, salientou.

Luma Menezes encerrou sua fala reiterando que o SAAE deve permanecer público, mas enfatizou que isso não servirá de “blindagem” contra a fiscalização do seu mandato. A vereadora garantiu que continuará apontando as fragilidades da autarquia e exigindo que o serviço entregue aos cidadãos de Alagoinhas seja compatível com o direito básico ao acesso à água.

Para assistir a sessão na íntegra, clique abaixo:

Ascom – Câmara Municipal de Alagoinhas

Fotos – Jhô Paz

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