Na sessão realizada nesta quinta-feira (21), vereadores debateram a situação da limpeza urbana no município, o avanço dos casos de dengue, zika e chikungunya e a necessidade de fortalecimento das ações preventivas para combate às arboviroses. Durante os pronunciamentos, os parlamentares defenderam maior participação da população nas ações de prevenção, valorização dos agentes de combate às endemias e ampliação dos mutirões de limpeza em bairros e áreas públicas da cidade.
No início do debate, o vereador Gleyser Soares voltou a cobrar providências sobre uma área localizada nas proximidades do viaduto da Rua do Catu, onde moradores denunciam insegurança causada pelo matagal e por um imóvel abandonado. O parlamentar afirmou que a situação já foi encaminhada oficialmente à Secretaria Municipal de Manutenção, mas, segundo ele, o serviço ainda não foi executado. “Estamos falando de algo simples: uma limpeza”, afirmou.

Ainda sobre manutenção urbana, a vereadora Raimunda Florêncio reconheceu avanços nas ações de limpeza realizadas pela gestão municipal, mas defendeu a criação de equipes permanentes por bairros para garantir continuidade aos serviços. A parlamentar também chamou atenção para áreas com acúmulo de lixo e possíveis focos do mosquito transmissor das arboviroses, como a Central de Abastecimento e a região da antiga rede ferroviária. “Não podemos querer combater a dengue apenas nas periferias enquanto o próprio centro da cidade apresenta focos importantes”, declarou.
A vereadora Juci Cardoso abordou a situação da limpeza urbana, citando problemas registrados no bairro Jardim Petrolar, além de defender que o acesso aos serviços públicos aconteça de forma igualitária em toda a cidade. Durante o pronunciamento, a parlamentar ressaltou a responsabilidade coletiva no combate às arboviroses e se posicionou em defesa dos agentes de saúde e de combate às endemias. “Mosquito não é de direita nem de esquerda. Mosquito mata”, afirmou.

Na mesma linha, a vereadora Jaldice Nunes destacou que a limpeza urbana depende da conscientização da população quanto ao descarte correto do lixo e ao cumprimento dos horários da coleta. A parlamentar relatou ainda o impacto da chikungunya em sua própria família e defendeu medidas de conscientização e responsabilização. “A cidade precisa do básico: capina, roçagem e coleta adequada”, disse.
Ao tratar do cenário epidemiológico enfrentado pelo município, o vereador José Edésio defendeu a realização de grandes mutirões comunitários de limpeza, envolvendo associações de moradores, caçambas, máquinas e equipes de trabalho para retirada de recipientes e materiais que possam acumular água. Segundo o parlamentar, apenas o fumacê não é suficiente para conter o avanço do mosquito. “Não basta apenas utilizar fumacê. É necessário retirar os criadouros”, afirmou.

O vereador Darlan Lucena reforçou a necessidade de união entre poder público e sociedade no enfrentamento às arboviroses, destacando que a prevenção continua sendo o principal caminho para reduzir os impactos da doença na rede pública de saúde. “A rede pública hoje enfrenta um cenário de superlotação e acredito que, neste momento, o caminho é intensificar ainda mais as ações preventivas”, declarou.
Líder da bancada de situação, o vereador Thor de Ninha afirmou que o município vive um dos momentos mais difíceis desde a pandemia em relação às arboviroses e destacou as ações realizadas pelo Comitê Técnico de enfrentamento à dengue, zika e chikungunya. O parlamentar ressaltou a importância do trabalho desempenhado pelos agentes de combate às endemias e pediu apoio da população para permitir a entrada desses profissionais nas residências. “Precisamos cuidar de quem cuida”, afirmou.

Durante aparte ao pronunciamento de Francisco Thor de Ninha, o vereador José Edésio voltou a defender a participação mais ativa das associações comunitárias e da população nos mutirões de limpeza e combate ao mosquito.
Ao final das discussões, os parlamentares defenderam a continuidade das ações de limpeza urbana, a ampliação das estratégias de combate às arboviroses e o fortalecimento das medidas preventivas envolvendo poder público e população. “A dengue é um problema de todos nós”, concluiu José Edésio.
Para assistir a sessão na íntegra, clique abaixo:
Ascom – Câmara Municipal de Alagoinhas
Fotos – Jhô Paz