Prefeitura de Alagoinhas começa a desmontar sua estrutura

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Depois de seis meses de pré-campanha, 45 dias corridos de campanha, muitas obras e inaugurações promovidas a toque de caixa e um débito de aproximadamente R$ 20 milhões, a Prefeitura de Alagoinhas começou a desmontar seu esqueleto de trabalho montado ao longo do período.

Correndo contra o tempo para fechar suas contas e se livrar da inadimplência para não comprometer as receitas futuras e os convênios que poderão ser efetivados com outros entes federados, a administração atual, depois do fracasso nas urnas, tem pouco tempo para enxugar a máquina, pagar o que deve e encerrar o período sem pendências financeiras.

Na Secin o corte atingiu o pessoal da manutenção, disse o vereador Radiovaldo Costa (Rede), durante a sessão ordinária de hoje (6). “São funcionários que trabalhavam na Campbell, que agora vão ter que aguardar para receber salários e direitos trabalhistas”, disse o vereador.

As finanças do município podem ficar comprometidas para o futuro. “Isso porque o Governo protelou uma série de precatórios para o mês de janeiro de 2017, apostando numa eventual vitória de sua candidata, que certamente honraria os compromissos herdados do chefe, mesmo débitos astronômicos”, disse o vereador José Edésio Cardoso, que apoiou o prefeito eleito Joaquim Neto e está preocupado com o futuro das finanças do município.

Os débitos da prefeitura vão desde o pagamento de fornecedores de papel higiênico a medicamentos. A Secretaria de Saúde, por exemplo, tem um débito enorme com fornecedores e luta para manter a sua estrutura em pé, mas não está conseguindo. Já encerrou contratos, cancelou novas compras de medicamentos e já começou a promover demissões de contratados como médicos e demais profissionais do setor.

A situação dos postos de saúde da rede é o que mais preocupa. Não tem recursos para atender aos programas implantados, cumprir a contrapartida legal e manter os serviços básicos em funcionamento. Médicos e enfermeiros temem por seus salários, pacientes estão agonizando em busca de atendimento e medicamentos, mas a estrutura está precária a cada dia, quase agonizante, relatou uma paciente que esperava por um atendimento ambulatorial há cerca de cinco horas e já havia retornado ao posto de saúde do Parque Floresta pela quarta vez.

A lista de cortes de compras e novos contratos não atingem apenas a Sesau. Na Semas a lista de demissões é grande, muitas delas motivadas por situações políticas de pessoas que vestiram a camisa da candidata do prefeito, mas cuja família apoiou o candidato da oposição. Isso tem levado revolta aos colegas e aos amigos, considerado uma injustiça a quem dedicou dias e mais dias em caminhadas e carreatas, com seus nomes anotados em cadernetas e enviadas ao chefe.

Os débitos da administração envolvem os prestadores de serviços, os fornecedores e a agência de publicidade. Alguns veículos de comunicação têm pagamentos para receber da Prefeitura, SMTT e SAAE, sem perspectiva de pagamento. A situação mais crítica é da SMTT, que já suspendeu toda e qualquer nova compra, e agora pensa em como pagar as dívidas contraídas ao longo do ano. Até os servidores estão com salários atrasados.

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